domingo, 17 de maio de 2009

A elegância do casório da Mika







Fotos: Retiradas do blog A Elegância das Coisas

Recentemente, conheci o blog A Elegância das Coisas, uma ode ao bom-gosto, por Mika Lins. Mas, além de me encantar pelas suas elegantes ideias, fiquei absolutamente fascinada, mesmo, pelo casório da Mika, que foi todo produzido por ela e por seu marido, Sergio. Surpreendente, megaelegante e absurdamente autêntico. É um abuso de simplicidade, sutilezas, delicadezas, romantismo e espontaneidade.
Para falar a mais genuína verdade, nunca me vi vestida de noiva, casada, compartilhando uma vida com alguém. No entanto, não é que não queira nem deseje isso para mim. Pelo contrário. Um dia, quem sabe. Também devo confessar que sempre me emociono com belas histórias de emocionantes encontros, como o da Mika. Talvez, seja por esse motivo que casórios sejam um tema tão recorrente no blog.
Eu já propaguei aqui, que amo mini-weddings, amo a celebração de sentimentos verdadeiros, amo originalidade, amo criatividade, amo àqueles que possuem a bossa de levar a vida do seu jeito, de acordo com suas convicções e sem se apegar em convenções sociais. Como disse uma comentarista do blog da Mika, no devido tópico: "Me revigora a crença de que amor é sinônimo de amizade, companheirismo, querer bem acima de tudo, ser capaz até de coisas impossíveis pra tornar possível a felicidade do outro".
Agora, vamos aos belos pequenos detalhes: o vestido de noiva, foi criado por um amigo da Mika e padrinho, padrinho de sua filha, o figurinista Cássio Brasil. Lindo e diferente de tudo que já vi! Todo feito em algodão egípicio e bordado a mão por ele e pela atriz Bete Coelho, também amiga e madrinha dos noivos. Inspirado no artista plástico Bispo do Rosário, com O Cântico dos Cânticos, inteirinho. O sapato é uma Melissa Karin Rashid. Cheio de estilo e personalidade!
O bolo foi feito pela super cake designer Patrícia Schimidt em homenagem ao prédio cuja autoria é atribuída a Oscar Niemayer, o Copan (uma joia da arquitetura), onde os noivos possuem um apartamento. E, no "chão" do bolo, a calçada de São Paulo com o adorno de uma divertida coleção de noivinhos.
O buquê, um capítulo a parte, de corações de gás hélio, foi uma invenção inusitada e alegre. Para completar, as belíssimas fotos são do Antônio Galdério e do Caio Guateli, dois grandes fotojornalistas de São Paulo.
Mas fui às lágrimas mesmo com o vídeo do casório, postado no blog. Para acreditar na beleza e elegância das coisas...

sábado, 16 de maio de 2009

O Presente


Foto: Divulgação Produtora

"Life is how you live it... and how you spend it".

Hoje, recebi um presente precioso: assisti ao filme The Ultimate Gift. Ou, em bom Português, O Presente. Inicialmente, acreditei que tratava-se de mais uma obra água-com-açúcar. Dessas sem maiores consequências, apenas um simples entretenimento. No entanto, os temas abordados pelo Presente são muito mais profundos e verdadeiros do que realmente aparentam. Desses que nos fazem refletir sobre o tudo e o nada para os quais nossas vidas podem se tornar. Uma obra que nos transforma, nos toca ao fundo, nos melhora, nos faz mais plenos, harmônicos e felizes.
O filme é a adaptação de uma produção teatral baseada no livro de Jim Stovall. A história de um rico avô, Red Stevens (James Garner) que, ao morrer, deixa uma herança muito mais interessante e instigante que simples bens materiais. Deixa uma grande lição. Uma enorme lição de vida.
E, Jason (Drew Fuller) - o neto, que pensou que herdaria um considerável montante em dinheiro, não consegue conceber os surpreendentes fatos que se sucedem. Para conseguir esse montante, Jason deverá completar doze tarefas durante o período de 1 ano. Cada tarefa é dita como uma "dádiva", um presente. São elas: trabalho, problemas, amigos, doação, gratidão, família, conhecimento, dinheiro, riso, um dia, sonhos e, por último, o amor, que leva para a Dádiva Definitiva.
Lindos presentes, que nos são ofertados cotidianamente, mas que por um motivo ou por outro não os percebemos, não os valorizamos, não os vivemos por inteiro, com a intensidade necessária. Mais, não conto. Tem que assistir para ser levado por tão sensível história.
Preste atenção e prepare os lenços... Pois, os olhos incham de tanto se emocionar!

domingo, 19 de abril de 2009

Just perfect!





Fotos: Patrícia Figueira

Passeando pelo site da Patrícia Figueira - o melhor investimento que alguém faz em fotos é contratá-la - encontrei o the most beautiful wedding dress, ever. Ao menos, para mim. Esse é o vestido de noiva mais bonito que já vi! Mesmo!
Detesto noivas rococó, detesto brilho demais e armações demais, detesto excessos, enfim. Detesto noiva engessada, que parece que está dentro de uma armadura. Detesto noiva fantasiada de noiva, detesto noiva caricatura de noiva.
Adoro leveza, fluidez, delicadeza, romantismo! Esse vestido reuniu tudo que adoro! Além de possuir um tecido nobre, um corte e caimento impecáveis! E, o principal: simplicidade e elegância na medida.
A criação é da Carol Hungria. Estilista nova, que parece ser super competente e cheia de ideias bacanas. Aliás, todos os vestidos de noiva que gosto e vou olhar o crédito, atualmente, é dela! Para admirar e bater palmas pela bela e perfeita criação!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Mundo moderno, melhore!


Foto: Sebastião Salgado

Sei que ando sumida do blog, minha vida anda em um turbilhão. Mas, tão logo, tudo se ajeite, volto a bater ponto por aqui com toda a ebulição que anda pelos meus pensamentos... Por enquanto, deixo registrado o poema Monólogo de Chico Anísio (não, ele não faz somente comédia). Um poema aliterado e que utiliza apenas palavras iniciadas com a letra "M". Simplesmente brilhante e comovente! Acima, uma foto do genial Sebastião Salgado. De cortar a alma, as da seção da fome.
Para nos tirar a tranquilidade e nos fazer refletir sempre sobre a vida, o mundo, os nossos objetivos, o essencial. Muitas vezes, ao observar esse mundo que aí está, quero gritar: "Para tudo! Eu quero descer dessa loucura!". No entanto, faz parte continuar lutando... por mim, por você, por nós. Por um mundo moderno, melhor.

quinta-feira, 26 de março de 2009

What to focus on...


Ilustração: Jana Magalhães

Happiness... And nothing more!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Doce deleite




Fotos: Dani Avelino

Conheci o trabalho da Dani Avelino por acaso, em buscas pela internet. Estava procurando alguém que realizasse um trabalho bacana em confeitaria para dar asas à minha imaginação no bolo de aniversário do meu afilhado, acabei encontrando a Dani. A Dani além de ser uma cake designer de mão cheia, super talentosa, é também jovem e linda. Faz um trabalho primoroso, com um cuidado e uma delicadeza ímpar.
Fez o bolo do meu afilhado (acima, com tema do Homem-Aranha) e não parou mais de adoçar nossas vidas com sua arte. Pois sim, a Dani é uma artista e das boas! Depois disso, veio o bolo do aniversário da minha mãe e o meu de 30 anos de margaridas, e mais os bem-vividos de limão e nozes (os melhores que já comi, diga-se de passagem!). Delícia pura! Tudo acabou em pouquíssimo tempo. Nem preciso dizer que a Dani vai continuar nos deleitando por muito tempo!

domingo, 8 de março de 2009

Nostalgia...


Foto: Carol Bussière

... de uma das minhas maiores paixões, o ballet. E, de enxergar o mundo pelo alto da ponta dos meus pés, com beleza, poesia e delicadeza. Às vezes, sinto tanta falta que chega a doer o peito!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

para Francisco,


Foto: Cristiana Guerra com flores para Francisco, de seu próprio blog.

Encontrei o blog para Francisco há bem pouco tempo. E me emocionei, e deu um nó na garganta, e chorei. Sim, chorei. Choro lendo livros, choro vendo filmes e choro lendo lindos e sensíveis blogs, como o para Francisco. E o que dizer do para Francisco? Que é um blog de amor, sobretudo. Não aquele amor ordinário, comum, que todos vivem mais-ou-menos durante alguns períodos da vida. É um blog de um grande amor ou de vários grandes amores. Amor pelo amor, amor pela vida, amor que foi transformado em dor e transformado em cura, amor pela superação, amor pelo continuar, amor pela vontade, amor pela família, amor pelo Guilherme e amor pelo Francisco.
Cristiana Guerra é a mãe do Francisco (ou Cisco para os já intímos do blog) e é também uma mulher forte e corajosa, que teve a grandeza de expor a perda de Guilherme, pai do Francisco, dois meses antes dele nascer. Triste, doloroso, difícil. Mas Cristiana conseguiu ultrapassar a perda, a falta e a ausência, para registrar para o Cisco através do blog, o lindo amor vivido por ela e pelo Guilherme, a vida deles em conjunto, a vida em si e o Amor. Esse com A maiúsculo. O Amor maior. O grande Amor. Esse Amor que move a tudo e a todos e que, raras vezes nesse mundo, damos a sorte de encontrar.
Cristiana é uma heroína moderna que desperta o melhor de nós mesmos. Delicada e sensível, verdadeira e profunda, simples como todas nós e de uma alma enorme e bela. Com sua intensidade nos envolve em sua história sem nenhum traço de pieguice, nos mostra que apesar da dor devemos caminhar, que o amor vale à pena e é a razão de tudo, que a alegria pode chegar em momentos inesperados, que a felicidade é possível de diferentes formas.
Bem, soube que o blog virou livro. Vou correndo comprar essa lição para aprender a viver melhor. E para despertar lindos sentimentos adormecidos.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Beautiful dream

Porque a vida é assim para todos... É feita de luta, de persistência, de força, de fraquezas, de encontros, de alegrias, de felicidade, de sorrisos, de desencontros, de tristeza, de lágrimas, de música, de poesia, de beleza, de sonhos... E o quê, afinal, é a vida? Talvez, seja mais um sonho apenas.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Reforma ortográfica, uma questão: para quê?


Foto: Renata Ludwig

Bem, acho que ainda não escrevi aqui o meu amor pela língua portuguesa. Entretanto, sou absolutamente apaixonada pela língua de Camões e Machado de Assis. Quando criança colocava minhas bonecas sentadas em cadeirinhas e com um quadro-negro ia brincar de "tia", ensinando-as os verbos e os pronomes demonstrativos. O futuro se anunciava. Tanto é assim, que cursei a Faculdade de Letras e logo após uma especialização em Português. Também fui professora de Português para Estrangeiros durante 3 anos, exercendo a profissão até mesmo fora do país, na França.
Isso tudo, para falar que não sou apenas "mais uma palpiteira" dando pitacos em um assunto que desconheço, mas que tenho uma opinião formada a respeito. Pelo contrário, tenho uma formação sólida e embora esteja afastada da área de educação, continuo lendo, me atualizando e estudando. Portanto, acho que o que vou postar aqui, será com propriedade de causa.
Sempre adorei o trabalho de divulgar entre estrangeiros a nossa variedade lingüística e acredito, sinceramente, que é na diversidade que mora a beleza e a poesia de uma língua. Ela, a língua, é um código social estabelecido por uma dada sociedade com o único objetivo de nos fazer comunicar com o outro e nos fornecer uma sensação de conforto, de que pertencemos a algo, a uma cultura e a uma comunidade. Então, é natural que a língua tenha regras e que nos dê esse sentido de nação, de coletivo. Somos brasileiros. Mas não somos só brasileiros. Somos descendentes de europeus, índios e africanos, moramos em um país solar e com dimensões continentais, temos influências culturais diversas e falamos Português. Fomos colonizados pelos portugueses.
Novidade? Não. Só que a língua que falamos está intrínsecamente ligada a nossa identidade. Não falamos Brasileiro. Brasileiro seria uma língua própria que os outros falantes de Português não conseguiriam entender. Falamos é Português do Brasil. E, é com o Português do Brasil que nos comunicamos com os portugueses, os africanos falantes de Português e pronto. Temos a nossa diversidade lingüística como eles têm a deles e somos felizes assim, com nossas particularidades, nossas peculiaridades. Isso nada tem a ver com conservadorismo lingüístico. Pelo contrário, é um viva a diferença!
A reforma ortográfica é uma tentativa inicial de padronizar a língua, de colocar mais amarras e de acabar com a poesia e beleza das variedades lingüísticas. Li um artigo na Folha de S. Paulo, onde o presidente da Academia Brasileira de Letras, Marcos Vilaça, dizia que não fazia sentido redigir documentos em entidades internacionais com a grafia do Brasil e de Portugal. Realmente, não faz sentido para eles terem um duplo trabalho. Só que, para mim, brasileira, faz total sentido ter um documento com vocabulário e grafia próprios da minha variedade da língua.
Vi também uma reportagem de uma editora dizendo que, agora, não íamos dever nada a qualquer literatura de outra nacionalidade. Besteira. Temos Camões, Machado, Pessoa, Drummond, Saramago, Mia Couto, lembram-se? Não consta, pelo menos para essa que vos escreve, que eles deixem a desejar a qualquer outra literatura.
Outro fator importante, é que língua é poder. Sim, isso mesmo. Quem detém a sabedoria de manipulá-la de forma exemplar consegue galgar vários patamares sociais. Quem não, é vítima de discriminação social. Fato, então, a reforma ortográfica é muito mais um ato político que verdadeiramente lingüístico.
Bem, sou uma profissional da língua, sei que terei que me adequar às novas regras. Mas, quer um consolo? A língua é um órgão vivo. Sempre foi e sempre será. Graças a esse pequeno segredo, que originaram-se do Latim, o Português, o Francês, o Espanhol, o Italiano. Ela extrapola todos os limites! Há esperanças!